- Eu a amo.
- Eu sei Bêh.
Ao amanhecer, Valentina ainda com os olhos inchados de tanto chorar e aquela sensação de que devia fazer algo para impedir que Bernardo partisse, levanta-se e disposta a fazê-lo desistir daquela loucura corre em direção a casa que ontem havia sido cenário de uma das piores peças que o destino podia ter pregado. Totalmente decidida ela aperta a campainha, nada. E mais uma vez, nada. Chegara tarde de mais, Bernardo já havia partido e provavelmente Camille deve tê-lo acompanhado até o aeroporto. Ao sentar na calçada chorando depara-se com um bilhete em baixo do portão. Curiosa como sempre fora, da um jeito de puxar o papel, já que grande parte estava para fora. Era como se alguém tivesse o colocado ali propositalmente. Ao pegar, deparou-se com o seu nome escrito bem na frente do envelope. Era uma carta. Uma carta feita especialmente para ela.
Mas uma vez o tal "destino", se é que ele realmente existe, preparou uma para Valentina. Em seus pensamentos "maldita vida". Os segundos passavam e o medo só aumentava e tomava conta de todo o seu pensar, agir. Ainda com o envelope na mão Valentina estava com medo do que podia estar acontecendo. Ela não queria, mas tinha que abrir. Logo deparou-se com dois papeis. O primeiro era um exame, e apenas uma palavra chamou-lhe a atenção e tudo fez sentido.
Leucemia
E no segundo, haviam frases incompletas, porém uma, apenas uma estava escrita até o fim.
Valentina
perdoe-me por tudo. Eu nunca quis magoar
Perdão. Eu devia ter
Não sei como pedir desculpas, mas por favor entenda, fiquei noites e noites
Valentina. Nunca fui bom com palavras, mas
Eu sempre vou te amar.
Bernardo.
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